sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Da janela, os vizinhos....A chegada dos primeiros (1)

A chegada dos primeiros (1)

Setembro de 2008. O novo exuberante, ainda não concluído, recebe os primeiros moradores. Faxina geral no andar a minha vista. Um colorido cansativo toma conta da minha visão. Mas é deles afinal. Gosto não se discute. Passos para lá e para cá dos novos condôminos indicam que já vieram pra morar. Crianças nesse andar. Bolas de encher, vermelhas e brancas, na escada que leva ao andar de cima. Tudo combinando com a parede vermelha do mezanino e com alguns móveis com almofadas vermelhas e cortinas vermelhas!!!!
Penso aqui da minha janela que devem estar comemorando a chegada no prédio ou é aniversário da menina que, no seu espaço, tem cortinas vermelhas. É vermelho demais para o meu juízo, mas eu não tenho nada a ver com isso. Nem com a rede que tem no quarto do casal, vermelha! Esses também já devem estar imaginando coisas a meu respeito. Lembro de quando era criança, que todos os meus objetos pessoais , além dos brinquedos, eram vermelhos. A escova de dentes, a escova de cabelos, a roupa da boneca nova, o “velocípede”. O vermelho era a minha cor, mas ali na minha frente, é demais da conta.
Mais acima, outros movimentos de limpeza e pintura, aguardam a chegada de mais alguns. Esses bem que poderiam estar à altura da minha janela. Tudo muito branco, como eu gosto hoje, com lustres fantásticos, sinalizando que vem bom gosto por aí. Deles terei pouco acesso. Tenho que olhar o lado positivo disso – vão imaginar menos a meu respeito também. Isso é um alívio, de certa forma. Tornar explícita a minha solidão para os novos vizinhos incomoda demais a minha condição de vivente e de vizinha sozinha, ainda que curiosa. Também eles sabem que sou uma solitária porque vêem que ninguém mais freqüenta a minha janela, além de eu mesma, a não ser em raras ocasiões, quando recebo visitas, ou nos dias de faxina, quando tenho a certeza de companhia.
Tenho a minha York, mas eles não sabem que tenho a companhia dela. Amiga de todas as horas, não consegue alcançar a minha janela. O mundo dela é ainda mais limitado que o meu. A visão dela nunca alcançou o por do Sol de antigamente. O novo exuberante não fez nenhuma diferença pra ela.
Dezembro de 2008. Enfeites foram colocados no andar de cores cansativas. As cores do Natal somam-se ao vermelho e às cores diárias daquele apartamento. A escada, que antes tinha bolas de encher, recebeu guirlandas iluminadas. Mas com os enfeites de Natal também chegaram cortinas brancas colocadas em todas as janelas do apartamento!! São de um tecido muito fino, mas já não tenho mais o mesmo acesso aos vizinhos vermelhos. O meu olhar curioso já está em busca de novos moradores...

domingo, 16 de novembro de 2008

Da janela, os vizinhos...e os galinheiros

...e os galinheiros.
Antes da construção, nas casas que foram destruídas para dar lugar ao novo, havia nos quintais, muitas galinhas e, lógico, um galo também, para não fugir da regra. Incomodavam demais quando pegadas pelo galo. Um barulho infernal ao amanhecer do dia. São muitas ainda as casas que restaram e continuam a criar galinhas e galos. Com o desmanche de duas dessas casas para a construção do novo ainda acreditei que viesse o alívio, mas me enganei.
O novo se erguia e alguém da construção também arranjou um galo pra perturbar os que ali ficavam para dormir sendo acordados por ele, além da sirene. E eu concluía que nunca iria me livrar daquele barulho, voltando a imaginar formas sobre como eu poderia acabar com aquilo. Imaginava-me muitas vezes de espingarda na mão mirando para acertar um galo. Infelizmente não conseguia vê-los ou felizmente para os donos dos galos e protetores dos animais.
O galo contratado como despertador continuava a cantoria infernal somando-se ao coro das galinhas do outro vizinho cujo galo também não tem um pingo de noção da hora. Canta desorientadamente até hoje. Muitas vezes ouço outros galos cocoricando na vizinhança. Um canta, outro responde e mais um chama a atenção de outro. Uma orquestra de galos. Curioso esse costume...
Uma mania feia de meus vizinhos mais próximos. Criar galinhas em plena cidade! É bem verdade que eles já estavam ali quando construíram o prédio onde moro. Na certa, esses que ainda mantêm o galinheiro e resistiram à demolição de suas casas com a chegada do novo, ainda vão continuar ali por mais tempo, mas há um lado positivo nessa história. A resistência das casas e a presença dos galinheiros mantêm minha janela a uma distância do novo exuberante e evita um pouco a invasão de privacidade, apesar de praticada por ambos os lados. Mas o cocoricó, é enlouquecedor!
Que agonia! A minha e a das galinhas. Essa agonia se intensifica quando os donos dos galinheiros resolvem tocar fogo nas folhas secas que caem das poucas mangueiras que restaram, acumuladas num buraco grande feito ao lado do galinheiro. Haja fumaça, galinhas e galos cocoricando. Um inferno!
Há momentos que fico a imaginar que estão maltratando as galinhas. Elas soam como desesperadas, como se estivessem à beira da morte. Talvez essa seja mesmo a hora delas irem para a panela dos vizinhos. Acredito que seja essa a razão do galinheiro. Engordá-las para comê-las torradas, à cabidela ou à moda de Totoia. Quem sabe, uma canja para os idosos das casas. Menos mal. E somente por esse motivo perdôo os galinheiros.

domingo, 2 de novembro de 2008

Da janela, os vizinhos...O por do Sol interditado

O por do Sol interditado....
A vista panorâmica mudou. Da área de serviço do prédio onde moro há quinze anos, a paisagem já não é mais a mesma. Desde 2006, quando teve início a construção do primeiro duplex de Natal, também teve início a interdição ao poente. Antes de surgir o novo prédio , passava o tempo vendo o por do Sol, único e lindo a cada entardecer, a cada estação.
Ali, em pé, diante da presença Divina em forma de natureza, fazia as minhas orações, agradecendo ao universo o presente de viver aquele dia e o próximo, que seria ainda mais bonito. Quantas vezes, dali, agradecí a dádiva daquela paisagem tão bela, que apesar de interditada hoje, ainda vejo através da memória, nos pensamentos e na devoção. “Espírito Infinito, Inteligência Máxima. Poder Divino Criador...” uma oração extensiva a todas as coisas da natureza e do homem. À vida.
Mas interditaram o por do Sol na minha janela. A paisagem alterada com a presença do novo exuberante perdeu muitos momentos de entardecer. O Sol não mais se põe em determinadas épocas. Não aqui na minha janela. Em todo o ano, põe-se somente à esquerda ou à direita do novo exuberante. Nesse horário, quando a paisagem torna-se mais quente com as cores do poente e também não são prolongados, os momentos de rara beleza diminuíram ainda mais. Meses nessas imagens e mais ainda sem elas.
A minha frente, pela minha janela, não terei mais o por do Sol por vários meses do ano. Em determinadas épocas, sei que ele está ali, mas não o vejo como gostaria. Sinto ameaças ainda pelo lado esquerdo do que sobrou da vista. Há espaços que podem abrigar outras novas construções e extinguir definitivamente a minha paisagem de por do Sol. Por sorte, o concreto erguido é agradável aos olhos. Uma construção moderna surgiu sob a inspiração do homem caprichoso. E a isso também admiro, apesar da intervenção.
Felizmente tenho o nascer do Sol do lado oposto. Ali serei presenteada por toda a vida, acredito. Pelo menos, enquanto aqui eu morar. Tenho o privilégio de viver em frente ao verde que cobre as dunas da via costeira. Um espaço que preserva a mata atlântica do litoral é garantido pelas forças armadas e proporciona-me uma paisagem que nunca será transformada. Através dela curo todos os meus males e anseios. Não posso me queixar. Tenho o nascer do Sol garantido e a aurora de cada dia. A esperança da vida.

sábado, 25 de outubro de 2008

Da janela, os vizinhos...A Construção (2)

A Construção ...
Betoneira estacionada anunciava o início das fundações. Cimento girando na panela gigante preparava a massa para descarga nas lajes e vigas que iriam erguer o novo esqueleto. A presença constante do capacete branco dava segurança ao mestre, aos operários e aos vizinhos do lado. Numa visão bem clara de quem comandava a obra, percebíamos a hierarquia observando os capacetes nas suas cores distintas.
Com olhos curiosos e condição de vizinha, chamava-me a atenção o capacete branco bem sentado na cabeça do comando. Era uma mulher que andava à frente, deixando bem marcada a presença feminina naquele local de machos. Da minha janela orgulhava-me do sexo frágil mostrando a força, o conhecimento e a autoridade diante de todos. Eu me sentia a própria e ainda mais impressionada! Sem perder a elegância, ela andava de um lado para outro em cima do salto! Muito jovem e charmosa!
Tijolos iam sendo sentados numa rapidez e habilidade que faziam crescer as paredes da noite para o dia. Antes miúdos, na fundação da obra, os operários iam crescendo à medida das lajes e se aproximando da altura da minha janela. A partir daí também começavam a interagir. Sabíamos disso pois ouvíamos as abordagens indiscriminadas a quem se aventurasse a aparecer nas janelas. Ouvíamos os gritos – Dona Maria!!! Aliás, nós mulheres éramos todas chamadas de D. Maria. Algumas vezes uma cantoria cafona. Outras vezes uma piada – calcinha preta, hein?!!!
Nós, vizinhas, tínhamos perdido a privacidade e a liberdade de andar pela casa como antes, quando ainda não havia a construção. Eu particularmente tinha acesso à área de serviço do meu apartamento sem a menor preocupação. Com os novos vizinhos operários tivemos que ter mais cuidado com o que vestíamos para não provocarmos as cantadas que certamente viriam, vestidas ou não. Mas se viessem não era de todo ruim. Dizem por aí que se uma mulher não recebe cantada nem de operário é porque a coisa não está nada boa ou ela é feia demais. Esse era o consolo.
Às vezes me preocupava se eles não iam perder o equilíbrio durante as abordagens. Mas estavam sempre muito seguros. Todos bem presos com cintos adequados, garantindo à obra o não acontecimento de acidentes de trabalho, anunciado diariamente na plaqueta – estamos há tantos dias sem acidentes.
Com a nova construção, outra mudança se concretizava na paisagem da minha janela. O por do sol começava a ser interditado. Ficava a imaginar se eu não mais faria as minhas orações ao entardecer do sol ou se ainda seria possível visualizar o poente naquela paisagem.
Mas interditaram o por do sol...

domingo, 5 de outubro de 2008

Da janela, os vizinhos...A Construção (1)

A Construção...

Começo de uma nova construção. Estava na mídia da especulação imobiliária. O primeiro duplex de Natal, no bairro do Tirol, o mais charmoso da cidade. O bairro nobre.
Demolição de casas iniciou as atividades para a instalação do canteiro de obras que seria o ninho para o novo. Abrigaria uma empresa de construção civil na sua mais recente inovação. “O Duplex”.
O leva-entulho era estacionado à espera do passado para dar lugar ao novo. Ia carregar na caçamba as lembranças de tão pouco tempo atrás, sem muito significado para os que viam de longe. Boas lembranças para os viventes daquelas paredes. E a minha curiosidade de vizinha, que via, sem permissão, o passado dos outros, assistindo ao presente daquele momento, sem a certeza exata do que se passou ali, antes matéria. Ia também a minha imaginação sobre a rotina dos outros.
Árvores derrubadas arrastando os ninhos dos pássaros e os sons dos seus donos. Ouvia o desespero de longe. Perdidos e indignados, os pássaros e as árvores. Uma geração das espécies sacrificadas em nome do desenvolvimento urbano e em prejuízo dos meus olhos e ouvidos.
Em pouco tempo foi criado um espaço novo. Um vazio que só tinha sentido para os que o fizeram e para os que o desejavam. O canto dos pássaros e o farfalhar das árvores deram lugar aos sons da engenharia.
Sirene tocando. Homens trabalhando. Materiais chegando. Bate-estaca zoando. Observava da janela a metodologia adotada. A rotina da construção. Um canteiro de obras organizado. Operários de uniforme e capacetes. Apesar da transformação e da agressão, já era bonito de se ver e comentava com um grande amigo que me visitava – veja como é bacana esse canteiro! A empresa estava de parabéns!
Todos uniformizados num ritmo frenético como é de costume nas construções, quebravam e passavam com seus carros de mão, cheios dos restos “mortais” da construção de outros e de outrem. Daqui imaginava que esses já tinham um destino. Pelo menos nas construções de novos, o passado dos velhos é visto com certo valor. Nesse caso, uma parte deles foi sepultada onde havia antes uma piscina.
Andaimes eram empilhados lado a lado, numa perfeição tão organizada que dava gosto de se ver. Parecia realmente a construção de um ninho gigante. Ferros de todos os tamanhos foram colocados ali embaixo, numa promessa de sustentar um novo esqueleto. O esqueleto do novo exuberante.

Da janela, os vizinhos...enquanto não uso os pincéis...

O ano de 2008 não tem me dado trégua me faltando a inspiração para os pincéis. Assim resolví dar início a uma nova atividade. Escrever... Começo hoje a postar alguns escritos que surgiram nos momentos de abstração.

Pela janela, de onde ainda consigo ver o sol se por, observo os vizinhos e imagino a rotina deles sem a menor cerimônia...

A partir de agora, meus caros leitores, divido com vocês minhas observações e imaginações, além da curiosidade que é de todos - Da janela, os vizinhos....

sábado, 27 de setembro de 2008

Entalhe nas Cores


Visitação até 15 de outubro/08

sábado, 13 de setembro de 2008

Blue Moon

Blue Moon

Blue moon
You saw me standing alone Without a dream in my heart Without a love on my ownÂ…
Blue moon You knew just what i was there for You heard me saying a prayer For someone i really could care for.
And suddenly there appeared before me The only one my arms could ever hold
I heard someone whisper, “please, adore me” And when i looked my moon had turned to gold.

Blue moon Now iÂ’m no longer alone Without a dream in my heart, Without a love of my own
Without a love of my ownÂ…

Richard Rodgers - Lorenz Hart

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Loucos e Santos - More than I hope

Escolho os meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer mas pela pupila.
Tem que ter um brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não me interessam nem os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim LOUCO e SANTO
Deles não quero a resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Por isso só sendo louco.
Quero os santos para que não duvidem das diferenças.
Escolho os meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também as suas maiores alegrias.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Os meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsiveis, Nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos para que nunca tenham pressa.
Amigos que me ajudam a saber quem sou.
Pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que
a "normalidade"é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Billie Holiday

Todo o sentimento, toda a dor, todo o amor. De corpo e Alma.

Body and Soul


My heart is sad and lonely For you I sigh, for you dear only Why haven't you seen it?
I'm all for you body and soul


I spend my days in longing And wondering why It's me you're wronging
I tell you I mean it I'm all for you body and soul

I can't believe it It's hard to conceive it That you'd turn away romance
Are you pretending? Looks like the ending Unless I could have one more chance to prove

Dear, my life's a wreck you're making You know that I'm yours for just the taking
I'd gladly surrender body and soul


John W Green - Edward Heyman
Robert Sour - Frank Eyton

domingo, 31 de agosto de 2008

Artes Plásticas do Bem

No período de 16 a 22 de junho de 2008, na praça de eventos do Natal Shopping, exposição Artes Plásticas do Bem, com obras de arte doadas por artistas locais. A venda direcionada às ações humanitárias e construção da sede da Casa do Bem.

















Lídia Quaresma, Carlos Sérgio Borges, Flávio Freitas, Cristina Jácome, Vatenor, Rogério Dias, Lavoisier, Lucina Hermila, Diniz Grilo, Pedro Pereira, Ana Antunes, Rafaela Farias, Carlos Humberto Dantas, entre outros doaram suas obras. A ação da Casa do Bem teve o apoio da Imobiliária Caio Fernandes e do Natal Shopping.

domingo, 6 de abril de 2008

Palco da Vida - Fernando Pessoa (onde eu quero estar sempre)

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
E você pode evitar que ela vá a falência.

Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.


É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe".
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você". É ter capacidade de dizer "eu te amo".
É ter humildade da receptividade.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz…
E, quando você errar o caminho, recomece.
Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo. Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um obstáculo imperdível,
ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…"
Fernando Pessoa

Trabalhos LuHermila III


Bandeirinhas e Balões 2007, adquirido por Fátima Celidônio


Pipas Azuis 2007, adquirido por Sebastião Figueiredo


Velas do Mar 2007, adquirido por Severino Vicente

Trabalhos LuHermila II


Cruzes 2007


Velas Acesas 2007


Bumba Meu Boi 2007, adquirido pelo jornalista
Luiz Cortez

Sombrinhas 2007

Trabalhos rOgério Dias I








Assinatura LuHermila


sábado, 22 de março de 2008

domingo, 16 de março de 2008

Trabalhos LuHermila I


Festa de São João 2007, adquirido por Isaura Rosado, Diretora Presidente da FAPERN

O Carnaval 2007, adquirido pelo Jornalista Luiz Cortez

Artistas plásticos presentes na coletiva Dia do Artista Plástico, 08 de maio de 2007


LuHermila, Nivaldo, Ivanise e Nilson Coelho


Marcia Moreno e Eduardo Alexandre, Dunga




Vatenor


Sayonara Pinheiro e Nilson Coelho




Assis Marinho, LuHermila e rOgério Dias

Marília Bittencourt e Marcelo Mendes na 1ª Exposição de LuHermila em comemoração ao Dia do Artista - ao fundo os trabalhos de rOgério Dias 08 de maio


LuHermila e Marília Bitencourt prestigiando


rOgério Dias, artista plástico e grande incentivador

LuHermila

Em pleno fevereiro de 2007, Lucina Hermila não veste nenhuma fantasia, o carnaval para ela será apenas uma festa que vai passar este ano. Lucina vai para sua varanda e começa a brincar com suas telas, suas tintas, seus pincéis, vai vestindo cuidadosamente com acrílica fosca os tecidos espichados em retângulos e quadrados de puro pinho. Lentamente ela vai vendo o resultado desse frevo de pinceladas e arrastadas bruscas e rápidas. É a arte que enfim vai brotando depois de anos e tarefas burocráticas em sua vida. Ser uma artista plástica talvez tenha passeado poucas vezes pela sua vontade, mas inesperadamente deu um estalo, e sua mente começou a mudar, tornando-se prematuramente uma mestra nas pinceladas, mostrando a nossa cultura popular, empinando pipas, armando circos, soltando papagaios e voando livremente em seus balões multi-coloridos. Costumeiramente, sempre afirmando no término de um quadro: "Está ótimo", "gostei muito desse". Depois, no final do expediente de seu trabalho, numa organização cultural, ela chega cansada, mas com uma louca vontade de retomar suas artes nas telas, começa a pintar mais uma, vai pincelando com velocidade suas cores foscas em seu algodãozinho tensado na madeira retangular e vagarosamente vai surgindo um Bumba-meu-boi, ilustrando o seu lindo trabalho em tons de azul e preto. Foi assim que surgiu atravessando noites e madrugadas, mais uma artista plástica na cidade do Natal. Lucina Hermila nunca participou de nenhum curso sobre artes plásticas, ela naturalmente nasceu com a arte, viveu com a arte e num instante certo ela colocou em suas telas aquilo que lhe acompanhava desde a sua infância e hoje ela é o que podemos afirmar com muita segurança, competência, equilíbrio e acima de tudo uma identidade que mais parece uma impressão digital de suas cores. A sua estréia como expositora foi numa enorme galeria pública do nosso estado, denominada “Pinacoteca do Rio Grande do Norte”. Foi ali no Palácio da Cultura, no dia 5 de setembro de 2007, que LuHermila mostrou com muita segurança que a sua arte nasceu e irá viajar o resto de sua vida com ela, por muitas e muitas galerias de nosso país. Lucina Hermila, é hoje a artista plástica, LuHermila. rOgério Dias Artista Plástico

Poesia de Marcos Ferreira

VOCÊ MULHER

Você que malha Você que dança Você tão grande Você criança
Você que mostra Pra quem quiser A tua força Você mulher
Você da rua Você do vício Você do baixo Do meretrício
Você cantora Você atriz Você a outra Você matriz
Você do rio Você da praia Você de short Você de saia
Você que aprende Você que ensina Você que invade Minha retina
Você morena Você galega Você que passa Você que chega
Você pretinha Você branquela Você tão feia Você tão bela
Você frescura Você calor Você desfrute Você pudor
Você no meio Da multidão Sem ter emprego Nem profissão
Você de casa Que lava roupa Você que rega Você que poupa
Você que gera Que reproduz Você que é vida Você que é luz
Você que é toda Minha fraqueza Você a jóia Da natureza
Você tranqüila Você dilema Você a dona Desse poema
Você que ama Você que chora Você que fala Que vai simbora
Você pedaço De mau caminho Você torrente Você um ninho
Você picante Você açúcar Você correta Você maluca
Você humana Você defeito Você um alvo Do preconceito
Você batalha Você a paz Você tão frágil Você capaz
Você tapera Você castelo Você um sonho Você anelo
Você viola Você canção Você meu tema De inspiração
Você um pranto Você um riso Você metade Do paraíso
Você a rosa Você olor Você o beijo Do beija-flor
Você meu anjo Meu querubim Você eu digo Você pra mim
Você dos outros Você qualquer Você é tudo Você MULHER.

Marcos Ferreira

Sobre a arte de LuHermila, Comentário de Nilson Coelho, artista plástico

São impressões e expressões de temas que exploram a cor.

Como por exemplo: pipas, balões, lona-de-circo, vitrais, etc.

Com muita segurança, Lucina (LuHermila) contorna esse prisma de cores com pinceladas rápidas e precisas, às vezes carregadas, outras secas, quase apagando, mas nunca sombrias, que passam para o observador e crítico das artes segurança técnica e criativa vivência.


Nilson Coelho, Curador da Galeria Newton Navarro 26.09.07


sábado, 8 de março de 2008

LuHermila

Início de vida Artística - Exposições realizadas
















Coletiva Dia do Artista Plástico -Pinacoteca Potiguar - Palácio da Cultura - Natal RN - 08 de maio de 2007























EXPO A2 – LuHermila e Rogério Dias - Pinacoteca Potiguar - Palácio da Cultura Natal RN - 05 a 23 de setembro de 2007.



EXPO A2 – LuHermila e Rogério Dias - Galeria Racine Santos - Teatro de Cultura Popular - Natal RN - 01 a 16 de outubro de 2007.




EXPO A2 – LuHermila e Rogério Dias - Galeria Newton Navarro - Fundação José Augusto - Natal RN - 17 de outubro a 14 de novembro de 2007.



Coletiva Salão Santo da Casa - Galeria Newton Navarro - Fundação José Augusto - Natal RN - 22 de outubro a 30 de novembro de 2007.


V Salão Semana da Marinha de Natal - Pinacoteca Potiguar - Palácio da Cultura - Natal RN - 06 a 16 de dezembro de 2007.



Exposição agendada no Espaço Cultural Maturi - Natal RN - 2008