O por do Sol interditado....
A vista panorâmica mudou. Da área de serviço do prédio onde moro há quinze anos, a paisagem já não é mais a mesma. Desde 2006, quando teve início a construção do primeiro duplex de Natal, também teve início a interdição ao poente. Antes de surgir o novo prédio , passava o tempo vendo o por do Sol, único e lindo a cada entardecer, a cada estação.
Ali, em pé, diante da presença Divina em forma de natureza, fazia as minhas orações, agradecendo ao universo o presente de viver aquele dia e o próximo, que seria ainda mais bonito. Quantas vezes, dali, agradecí a dádiva daquela paisagem tão bela, que apesar de interditada hoje, ainda vejo através da memória, nos pensamentos e na devoção. “Espírito Infinito, Inteligência Máxima. Poder Divino Criador...” uma oração extensiva a todas as coisas da natureza e do homem. À vida.
Mas interditaram o por do Sol na minha janela. A paisagem alterada com a presença do novo exuberante perdeu muitos momentos de entardecer. O Sol não mais se põe em determinadas épocas. Não aqui na minha janela. Em todo o ano, põe-se somente à esquerda ou à direita do novo exuberante. Nesse horário, quando a paisagem torna-se mais quente com as cores do poente e também não são prolongados, os momentos de rara beleza diminuíram ainda mais. Meses nessas imagens e mais ainda sem elas.
A minha frente, pela minha janela, não terei mais o por do Sol por vários meses do ano. Em determinadas épocas, sei que ele está ali, mas não o vejo como gostaria. Sinto ameaças ainda pelo lado esquerdo do que sobrou da vista. Há espaços que podem abrigar outras novas construções e extinguir definitivamente a minha paisagem de por do Sol. Por sorte, o concreto erguido é agradável aos olhos. Uma construção moderna surgiu sob a inspiração do homem caprichoso. E a isso também admiro, apesar da intervenção.
Felizmente tenho o nascer do Sol do lado oposto. Ali serei presenteada por toda a vida, acredito. Pelo menos, enquanto aqui eu morar. Tenho o privilégio de viver em frente ao verde que cobre as dunas da via costeira. Um espaço que preserva a mata atlântica do litoral é garantido pelas forças armadas e proporciona-me uma paisagem que nunca será transformada. Através dela curo todos os meus males e anseios. Não posso me queixar. Tenho o nascer do Sol garantido e a aurora de cada dia. A esperança da vida.
A vista panorâmica mudou. Da área de serviço do prédio onde moro há quinze anos, a paisagem já não é mais a mesma. Desde 2006, quando teve início a construção do primeiro duplex de Natal, também teve início a interdição ao poente. Antes de surgir o novo prédio , passava o tempo vendo o por do Sol, único e lindo a cada entardecer, a cada estação.
Ali, em pé, diante da presença Divina em forma de natureza, fazia as minhas orações, agradecendo ao universo o presente de viver aquele dia e o próximo, que seria ainda mais bonito. Quantas vezes, dali, agradecí a dádiva daquela paisagem tão bela, que apesar de interditada hoje, ainda vejo através da memória, nos pensamentos e na devoção. “Espírito Infinito, Inteligência Máxima. Poder Divino Criador...” uma oração extensiva a todas as coisas da natureza e do homem. À vida.
Mas interditaram o por do Sol na minha janela. A paisagem alterada com a presença do novo exuberante perdeu muitos momentos de entardecer. O Sol não mais se põe em determinadas épocas. Não aqui na minha janela. Em todo o ano, põe-se somente à esquerda ou à direita do novo exuberante. Nesse horário, quando a paisagem torna-se mais quente com as cores do poente e também não são prolongados, os momentos de rara beleza diminuíram ainda mais. Meses nessas imagens e mais ainda sem elas.
A minha frente, pela minha janela, não terei mais o por do Sol por vários meses do ano. Em determinadas épocas, sei que ele está ali, mas não o vejo como gostaria. Sinto ameaças ainda pelo lado esquerdo do que sobrou da vista. Há espaços que podem abrigar outras novas construções e extinguir definitivamente a minha paisagem de por do Sol. Por sorte, o concreto erguido é agradável aos olhos. Uma construção moderna surgiu sob a inspiração do homem caprichoso. E a isso também admiro, apesar da intervenção.
Felizmente tenho o nascer do Sol do lado oposto. Ali serei presenteada por toda a vida, acredito. Pelo menos, enquanto aqui eu morar. Tenho o privilégio de viver em frente ao verde que cobre as dunas da via costeira. Um espaço que preserva a mata atlântica do litoral é garantido pelas forças armadas e proporciona-me uma paisagem que nunca será transformada. Através dela curo todos os meus males e anseios. Não posso me queixar. Tenho o nascer do Sol garantido e a aurora de cada dia. A esperança da vida.

Nenhum comentário:
Postar um comentário